Natsuki Takaya
Autora natural de Tóquio e nascida no dia 7 de julho. Sangue do tipo A. Signo de Câncer. Canhota. Ela debutou como criadora de mangás em 1992 com o trabalho “Born Free” nas páginas da revista “Hana to Yume PLANET Zokan”. Seus trabalhos anteriores mais famosos são “Gen’ei Musou (Ilusão e Fantasia)” e “Tsubasa wo Motsu Mono (Aquele que Possui Asas)”. Atualmente ela publica “Fruits Basket” na revista “Hana to Yume” desde 1998.
Natsuki, descrita como sendo tímida e insegura pelo seu editor japonês Hideyuki Takada, com quem trabalha junto desde a estréia, é uma autora que sabe refletir seu próprio jeito de ser e seus ideais de uma forma muito atraente nos personagens que cria. A autora é fascinada por videogames e o editor conta que ela praticamente só é vista jogando ou trabalhando. “Mas isso (seu hobby) nunca comprometeu as datas de entrega do trabalho” complementa.
O plot de Fruits Basket foi criado logo após o término do trabalho anterior: Tsubasa. Como Tsubasa era uma ficção-científica, Hideyuki sugeriu à autora que criasse uma história que se passa no mundo atual. Mas como o estilo dela sempre puxa para o fantástico, Natsuki quis incluir um elemento fantasioso que foi a lenda dos Doze Signos que o editor havia apenas comentado numa conversa anterior e que ele próprio já havia se esquecido. Segundo o editor, havia uma segunda proposta de história pela qual ele tinha mais simpatia, entretanto achou melhor dar preferência à vontade da autora. Uma decisão que certamente Hideyuki não se arrepende até hoje.
Originalmente, “Fruits Basket” era o título de uma outra história proposta pela autora e que não saiu dos rascunhos. Era uma história que nada tinha a ver com o mangá atual nem com a brincadeira infantil. Hideyuki retomou o nome por achar mais adequado do que os títulos que haviam sido propostos. Depois disso, Natsuki criou a história do passado da heroína envolvendo a brincadeira para dar mais liga ao título.
Assim que a obra foi lançada, os dramas e comédias da família Souma conquistaram os leitores japoneses e em 2001, 3 anos depois da estréia, foi transformado numa série animada de 26 episódio sob a direção do competente diretor Akitarô Daichi que soube transpor o clima do mangá no vídeo e a dosar na medida certa o humor e o drama tão característico desta história. A animação, a direção e a música de Ritsuko Okazaki certamente foram as grandes colaboradoras para que a obra virasse um sucesso, ajudando inclusive a conquistar fãs pelo mundo todo. Fruits Basket é atualmente o mangá shojo mais vendido dos EUA e, lá no Japão, continua mantendo o seu grande sucesso, alcançando o 16º volume do tankohon.
(trechos da entrevista com o editor Hideyuki Takada foram extraídas das páginas 14-15 da revista Paletta vol. 2 de 2002 – editora Enterbrain.)