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Samurai X #56

A sensacional conclusão da saga de Kenshin

Samurai X #56

Depois de 56 edições e mais de dois anos nas bancas, a edição brasileira de Samurai X chega ao fim. Considerando-se que no Japão este mesmo título durou sete anos, parece até que foi rápido por aqui. Mas para os padrões nacionais, uma série colecionável sobreviver por mais de dois anos ininterruptos, a cada 15 dias com uma edição nova, é um caso raro. Histórico até! Poucos quadrinhos duram tanto tempo, sem que o público perca o interesse. No caso de Samurai X, no entanto, quem conseguiria deixar de acompanhar a história de Kenshin Himura, lendário Battousai, o Retalhador? Kenshin é, com certeza, um herói como poucos já criados no universo dos mangás! Pelas mais de 5000 mil páginas que compõem a coleção Samurai X, muito mais do que acompanhar a história de um personagem espetacular, os brasileiros tiveram a oportunidade de conhecer melhor o Japão da Era Meiji, uma época em que os monarquistas tinham acabado de conquistar o poder dos xoguns. Cada edição foi como uma aula de história, que ainda explicava os códigos dos samurais e desvendava os tradicionais costumes japoneses. Além disso, toda vez que Nobuhiro Watsuki, autor de Samurai X, escreveu seus textos paralelos, ele mostrou como é a vida de um mangaká. Dos prazeres às dificuldades, ele nos revelou que o dia-a-dia de um autor é bem menos glamouroso do que se imaginava. Por outro lado, deixou claro também a satisfação que isto traz para um mangaká. Para a Editora JBC, que tem como filosofia divulgar a cultura japonesa no Brasil, foi uma satisfação perceber que Samurai X se tornou um dos quadrinhos mais populares entre os brasileiros e ajudou na consolidação definitiva dos mangás no Brasil. O sucesso de Samurai X marcou o início da bem sucedida parceria entre as editoras JBC e Shueisha. Sem o êxito alcançado por Kenshin, certamente outros mangás de sucesso da Shueisha não chegariam ao Brasil. Graças a você, leitor, que apostou no primeiro mangá lançado pela JBC, pudemos publicar outros quatro títulos da Shueisha (Yu Yu Hakusho, Shaman King, Gunnm, Video Girl Ai e Len ), além de oito mangás em conjunto com outras editoras japonesas. Isso sem contar os novos títulos que estão para ser lançados… “Tomara que este mangá continue por um bom tempo na estante dos senhores leitores”, pediu Nobuhiro Watsuki. Para nós, editores da JBC, este é um motivo de muito orgulho: saber que nossos mangás estão sendo guardados em muitas estantes pelo país. Hoje, se somos a maior editora de mangás do Brasil, devemos isso a você, leitor, que sempre nos acompanhou, sempre nos apoiou, e, principalmente, sempre nos mostrou os caminhos certos a serem seguidos, inclusive indicando os melhores títulos. Kenshin, Kaoru, Yahiko, Sanosuke, Aoshi, Misao, Saitou, Megumi, Shishio, Enishi, Tomoe… Todos deixarão muitas saudades!